Quando não podemos controlar o Vulcão
O Corpo a Mente e as Emoções
Em Maio de 2024 estivemos nos Açores numa viagem em família com o objectivo de desconectar.
Nessa viagem vistamos o centro de interpretação de vulcões.
Aprendemos todos muito sobre a história da formação das ilhas e como isto não é um processo finalizado, mas em constante construção.
Mas o mais importante foi mergulhar um pouco na mentalidade do povo açoriano, do que é viver nesta constante mudança e incerteza.
E ficou-me esta frase dita pela guia:
"Não podemos controlar o vulcão, mas podemos aprender a controlar as nossas emoções."
Apesar de não estarmos nos Açores, com um perigo de uma erupção eminente, não é difícil de encontrar vulcões, alguns adormecidos, outros que sabemos que vão entrar em erupção e outros que estão a criar um potencial às vezes altamente destrutivo sobre as nossas vidas.
As estratégias de regulação da saúde mental, que está a ter uma importância tão grande nas sociedades hoje em dia, nem sempre seguem este princípio.
Os vários vulcões são os bodes expiatórios do estado em que a mente se encontra.
Quando a capacidade de regular a mente é o primeiro factor que deve ser tomado em conta, não para pacificar os vulcões, mas a mente perante os mesmos.
No entanto a mente não tem a capacidade de mudar a mente e a sinergia da mente com o corpo é essencial para evoluirmos neste processo.
E a escalada das doenças mentais tem sido travada com sucesso apenas quando o corpo começar a fazer parte da equação, um aliado precioso e essencial neste processo.
Quantos de nós somos atletas de alta performance? Em que a mente diariamente é levada aos limites do impossível?
Com custos pessoais, familiares e laborais.
Onde os vulcões drenam, paralisam ou criam um estado de constante alerta.
Quando já fizemos o que era possível e fomos aos nossos limites intelectuais e mesmo assim a mudança não acontece, não é a fazer mais que conseguimos mudar, mas sim a fazer diferente.
E acordar o corpo é na minha experiência de mais de 25 anos como terapeuta o próximo passo.
Não para parar os vulcões, mas para criar recursos para viver bem com os desafios que eles nos propõem.
Se sentir que este tema é importante para si e gostaria de explorar a respiração de forma mais personalizada, pode marcar uma sessão individual comigo aqui.
Junte-se a mais de 3000 subscritores que recebem a minha newsletter semanal e que ao subscrever acedem imediatamente a uma prática de introdução ao Chi Kung Terapêutico