Uma das formas mais poderosas de criar possibilidades é aprender a desconectar.
Nos dias de hoje aprender esta arte é fácil, no entanto, para pratica-la requer persistência e coragem.
Desconectar com qualidade permite alinhar com aquilo que é importante, definir novas rotas ou solidificar o caminho que se percorre neste momento.
Não é preciso poderes especiais, rapar o cabelo e tornar-se monge ou tornar-se um animal anti-social.
Existem várias modalidades à escolha:
Paragens rápidas
Estas paragens são breves - 10 minutos a duas horas. Não têm a ver com a quantidade de tempo, mas sim com a qualidade que se consegue dar a esse tempo.
Estas paragens destinam-se a recarregar as baterias, têm um carácter regular - o passeio habitual após o almoço, a prática diária de Chi Kung ou meditação. É na regularidade que está a sua utilidade. Desconectar o telemóvel uma hora por dia uma vez por semana é de uma eficácia nula se o objectivo é mesmo desconectar.
Paragens curtas
São paragens que habitualmente são planeadas vão de meio dia a 10 dias.
Estas paragens devem ser mesmo devotadas a desconectar, não vou utilizar a minha manhã livre para ir às finanças por exemplo ou para tratar de um outro assunto que faz eriçar os cabelos da nuca. É preferível ter uma manhã livre por semana do que fazer um fim de semana prolongado uma vez por ano.
Paragens longas
Não servem só para desconectar servem para re-direccionar a orientação de vida actual - desmontar padrões, mudar de profissão, recuperar de situações traumáticas ou simplesmente recuperar de um período de desgaste intenso.
Tempo mínimo 5 semanas - penso que toda a gente conhece a sensação das férias de uma mês em que - “agora que estava a descansar é que tenho de voltar ao trabalho na próxima segunda-feira”.
Para mim existe uma teoria de conspiração nas férias de uma mês - descansam mas não libertam.
É a partir das cinco/seis semanas que o corpo começa realmente a descomprimir e a criatividade e a energia para mudar começam a surgir.
A paragem longa que eu considero neste momento bastante interessante é a da empresa que desenhou a casa da música no Porto. Trabalham sete anos em regime normal e param um ano por cada sete. Ver video em ted.com
Pequeno guia para desconectar passo a passo.
Boas práticas
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